VidroSom debate Soluções Acústicas em Curitiba

O VidroSom (Seminário de Soluções Acústicas em Vidro), realizado  durante o IX SAIE Vetro (Salão Itinerante de Esquadrias e Vidros), no Expo Unimed, em Curitiba (PR), em sua 10ª edição, apresentou soluções inovadoras e estudos de casos sobre conforto acústico e o valor agregado do vidro em projetos acústicos. Além disso, consolidou-se como importante ferramenta de informação e capacitação técnica para arquitetos, consultores e profissionais de esquadrias e acústica do País.

Mais uma vez, o evento, que conta com o patrocínio exclusivo da CEBRACE,  apresentou caráter social: o dinheiro arrecadado com as inscrições foi doado para o Pequeno Cotolengo Paranaense, entidade de Curitiba que atende 200 pessoas com deficiências múltiplas e abandonadas pela família. Além disso, o já tradicional concurso de desenho “A poluição sonora e a minha vida” teve a participação dos alunos da Escola Estadual MMDC e a da Nova 4E (Entidade Especializada em Pessoas Especiais), de São Paulo, e com a ajuda do público, foram escolhidos dois vencedores que fizeram os desenhos mais caprichados e receber notebooks oferecidos pelas empresas Luxalum Esquadrias de Alumínio, Fise Indústria de sistemas para esquadrias e Speedy Dry. O concurso tem como objetivo conscientizar as crianças sobre o problema da poluição sonora e o que pode ser feito para evitá-la.

O empresário Edison Claro de Moraes, diretor da Atenua Som e da Universidade do Som, idealizador do evento, não escondeu sua satisfação com o resultado do encontro. Elogiou o nível das palestras e a boa presença de público (mais de 130 pessoas). O engenheiro Fernando Westphal, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fez uma comparação interessante sobre as diversas categorias de vidros, as diferenças, propriedades e transformou tudo em preços e watts.  Já o empresário Roberto Papaiz, fundador e presidente do ITEC (Instituto de Tecnologia da Construção) mostrou a influência das persianas no conforto acústico dos imóveis. “Ele mostrou que o vidro sozinho não resolve o problema do calor”, frisou.O empresário José Guilherme Aceto, diretor geral da Avec Design, fez um comparativo entre as janelas Habitat, da CEBRACE, e as janelas convencionais. “Além de ser instalada de inúmeras formas, apresenta transparência total, vidros deslizam em guias plásticas de UHMW, fechos e puxadores invisíveis e a ausência de roldanas e manutenção, por exemplo”, frisou.

O gerente de Desenvolvimento de Mercado da CEBRACE, Remy Dufrayer, deu um show ao abordar o tema “O papel do Vidro e da esquadria no conforto acústico“ . Com uma dinâmica interessante e perfeito domínio do tema, deu uma aula sobre os principais conceitos de acústica: onda sonora, frequência, intensidade, mistura de sons, ruídos e seus espectros, percepção do som, como tratar o ruído, e como o vidro isola o ruído, entre outros temas. Já Michele Gleice da Silva, diretora técnica do ITEC, apresentou a palestra “As normas técnicas brasileiras da ABNT e as esquadrias”, na qual destacou – por exemplo – o ensaio de simulação de rajadas de vento nas esquadrias provocando pressões positivas e negativas (sucção).

Na última palestra, o empresário Edison Claro de Morais, destacou um “case” que acompanhou de perto durante sua visita ao Internoise 2017, em Hong Kong, no mês passado. “Um conjunto de prédios, estilo ao nosso ‘Minha casa, minha vida’, enfrentava grave problema de ruído e poluição sonora porque fica em frente de uma rodoviária e estação de trem. O problema foi resolvido da seguinte maneira: a janela fica aberta, o ar entra por um corredor cheio de absorção, chapa metálica e lã de vidro, que absorvem o ruído”, explicou.

E concluiu: “Esse modelo também pode ser adotado para os prédios construídos junto ao viaduto Minhocão, em São Paulo”. O próximo VidroSom será realizado no ano que vem São Paulo, durante a FESQUA 2018.

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